lunes, 1 de diciembre de 2008

Desenvolvimento do porco transgênico com pâncreas biocompatível


Os desenvolvimentos da engenharia genética fazem possível a obtenção de porcos transgênicos nos que se inseriu a informação genética necessária para criar um pâncreas biocompatível. A técnica é a seguinte:

  • Obtenção de DNA do paciente diabético a partir de uma célula
  • Isolamento dos genes que codificam os tecidos pancreáticos e seus produtos de secreção.
  • Correção de erros genéticos
  • Inserção dos genes corrigidos num ovócito de porco
  • Implantação do ovócito no útero de uma porca gestante
  • Sacrifício do porco transgênico ao ano do nascimento
  • Transplante do pâncreas

Gonzalo Reto

domingo, 30 de noviembre de 2008

Um pouco de história

A insulina foi descoberta no verão de 1921 por Sir Frederick Grant Banting como conseqüência de uns experimentos realizados nas aulas do Prof. John J. R. MacLeod, professor de fisiologia da Universidade de Toronto.

Banting tinha mostrado muito interes pela diabetes e tinha seguido de perto os trabalhos de Shafer e outros, os quais tinham observado que a diabetes estava ocasionada pela carência de una proteína originada nas células dos ilhotes de Langerhans e que tinham denominado insulina. Shafer suporia que a insulina controlava o metabolismo do açúcar no sangue e sua eliminação pela urina, de tal jeito que a carência ocasionava una excreção urinaria aumentada. Sem embargo, seus intentos por suprir esta deficiência de insulina administrando aos pacientes diabéticos extratos de pâncreas tinham fracassado, provavelmente devido à presença de enzimas proteolíticas nos extratos pancreáticos.

EM 1921, Banting leu uma publicação de Moses Baron na que se demonstrava que a ligadura do conduto pancreático ocasionava a degeneração das células produtoras da tripsina, embora que os ilhotes de Langerhans permaneciam intatos.

Banting conseguiu convencer a MacLeod para que, durante as ferias deste o assinara um ajudante e o permitisse utilizar seus laboratórios. Charles Best, estudante de química foi o encarregado de isolar a suposta proteína.

Em sôo nove semanas, lutando contra tempo, Banting e Best ligaram o conduto pancreático de vários cães e obtiveram um extrato de pâncreas livre de tripsina. Depois, provocaram uma diabetes experimental em outros cães e, uma vez desenvolvida a doença, comprovaron que a administraçao do extrato de pâncreas dos primeiros reduzia ou anulava a glicosuria dos segundos. Tinham descoberto a insulina.

Como conseqüência deste descobrimento, MacLeod e Banting receberam em 1923 o Premio Nobel de Medicina.

Gonzalo Reto

sábado, 29 de noviembre de 2008

Síndrome da resistência à insulina

O diabetes, hipertensão, dislipidemia, doenças cardiovasculares e outros distúrbios fazem parte da chamada síndrome da resistência à insulina. Acredita-se que a identificação e o tratamento precoce dos portadores dessa doença tenham um importante papel preventivo uma vez que a resistência é desenvolvida bem antes do aparecimento das doenças. A suspeita da síndrome da resistência à insulina é maior em pacientes com casos de diabetes em parentes de primeiro grau, com caso pessoal de diabetes gestacional, síndrome do ovário policístico ou de intolerância à glicose, além de pacientes obesos (especificamente os que têm acúmulo de gordura abdominal). Atualmente, o tratamento é baseado em mudanças comportamentais como perda de peso, prática regular de exercício físico e dieta rica em fibras. Até então, não se recomenda a farmacoterapia a pacientes que têm apenas resistência à insulina. Na presença da resistência à insulina, os tecidos respondem menos à ação desse hormônio. Portanto, o pâncreas começa a produzir volumes de insulina maiores. Dessa forma, a síndrome pode ser definida como um conjunto de distúrbios associados com a resistência à insulina e a hiperinsulinemia compensatória. Entretanto, os mecanismos através dos quais a resistência à insulina influencia no desenvolvimento dessas doenças, bem como uma relação causa-efeito ainda não estão claramente demonstrados.

Componentes da Síndrome de Resistência à Insulina

Diabetes tipo 2
O distúrbio mais claramente relacionado com a resistência à insulina é o diabetes tipo 2. Às vezes, por décadas antes do desenvolvimento do diabetes, a hiperinsulinemia compensatória ajuda a manter a glicose normal. Quando as células beta do pâncreas não conseguem compensar a resistência à insulina (através do aumento de secreção desse hormônio), a glicemia fica alta possibilitando o diagnóstico de diabetes. Apenas em casos graves (pacientes com glicemia de jejum acima de 180 a 198 mg/dL – 10 a 11 mmol/L) são encontrados níveis plasmáticos reduzidos de insulina.

Hipertensão
Metade dos pacientes com hipertensão essencial são resistentes à insulina e hiperinsulinêmicos. Há evidências de que a pressão sangüínea está relacionada com o grau de resistência à insulina embora a explicação para isso seja controversa. Além disso, em muitos pacientes (especialmente os negros), é possível não ocorrer uma relação forte entre a resistência à insulina e a pressão sangüínea.

Hiperlipidemia
O perfil lipídico de pacientes com diabetes tipo 2 inclui a diminuição da fração HDL do colesterol (um importante fator de risco para doenças cardíacas), elevação da fração VLDL e dos triglicerídeos e, às vezes, uma diminuição nos níveis de LDL. Pacientes com valores diminuídos de HDL têm apresentado resistência à insulina. A concentração plasmática de insulina também tem sido relacionada à produção de VLDL e aos níveis de triglicerídeos no plasma.

Doença cardíaca aterosclerótica
Há mais ou menos quatro décadas, experimentos com a infusão de insulina na artéria femoral de um cachorro mostraram alterações ateroscleróticas nos vasos. Porém, não se conhece os mecanismos através dos quais a resistência à insulina promove a aterogênese.

Obesidade
A obesidade é um dos componentes da síndrome, é também uma das responsáveis pela resistência à insulina,mas não é causada por ela. Emagrecer pode melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir seus os níveis plasmáticos.

Outras alterações
Entre outras alterações relacionadas à resistência à insulina está a hiperuricemia (níveis elevados do inibidor do ativador do plasminogênio 1) e um número maior de partículas pequenas de LDL. Acredita-se que os níveis elevados do inibidor do ativador do plasminogênio 1 e a diminuição do diâmetro das partículas de LDL aumentam o risco de doença coronariana.

Diagnóstico
Geralmente é simples diagnosticar cada uma das doenças que fazem parte da síndrome da resistência à insulina. Entretanto, as complicações da hipertensão e do diabetes costumam já estar presentes. Além disso, a resistência à insulina e a hiperinsulinemia conferem um maior risco para o desenvolvimento de outros componentes da síndrome, como a doença coronariana. A maneira exata pela qual a resistência à insulina é desenvolvida não é conhecida embora muitos acreditem na influência de fatores genéticos e nutricionais, além da importância da atividade física. Através da identificação de pacientes com resistência à insulina, bem como daqueles com maiores chances de desenvolvê-la, é possível prevenir todos ou alguns componentes da síndrome. Muitas dificuldades são apresentadas pelo diagnóstico bioquímico da síndrome de resistência à insulina. A forma mais precisa de medi-la é por meio da técnica de infusão euglicêmica de insulina (infunde-se insulina para manter constantes níveis plasmáticos do hormônio). Em seguida, glicose é aplicada e, à medida que a glicemia diminui devido à ação da insulina, mais glicose é administrada para manter seu nível constante. A medida do grau de resistência à insulina é fornecida pela quantidade de glicose necessária durante o exame. Esse e outros métodos similares são pouco práticos para o uso clínico, mas são úteis para a pesquisa. O grau de resistência à insulina tem correlação com os níveis plasmáticos de insulina no jejum, mas infelizmente, a dosagem da insulinemia de jejum não é amplamente disponível. Não existem ainda métodos padronizados para a realização desse exame nem critérios determinados para os valores normais e anormais. É muito importante que o acompanhamento das doenças constituintes da síndrome seja rigoroso pois envolve mudanças de estilo de vida e hábitos.

Referências

  1. http://saude.hsw.uol.com.br/insulina-e-diabetes1.htm
  2. http://saude.hsw.uol.com.br/historia-da-insulina.htm
  3. http://www.diabetesnoscuidamos.com.br/conteudo.asp?id=12
  4. http://www.emtd.com.br/diabetes/diabetes_hist_insulina.htm
  5. http://www.diabetesnoscuidamos.com.br/conteudo.asp?id=48
  6. http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/diabetes/insulina3.php
  7. http://www.lincx.com.br/lincx/cientificos/medicos/endocrinologia/resistencia_insulina.asp
  8. http://www.hu.usp.br/arquivos/sua_doenca/tecnicas%20de%20aplica%C3%A7%C3%A3o%20de%20insulina.pdf

Julianne Campos

jueves, 27 de noviembre de 2008

Situações especiais

É necessário o controle individual, com a verificação da glicemia diversas vezes ao dia porque a absorção varia de pessoa para pessoa. Além disso, algumas situações exigem cuidados redobrados. Por exemplo, a atividade física e o calor local aumentam a velocidade de absorção da insulina e por isso, deve ser aplicada numa região do corpo que será menos trabalhada durante o exercício devido à maior vascularização dos grupos musculares em atividade. A fim de evitar hipoglicemias, a prática de exercícios não é aconselhada quando o paciente está em jejum nem em horários de pico da ação da insulina. Não há contra-indicação para a aplicação na barriga de gestantes. Nos últimos meses de gestação, a região é evitada devido a um desconforto emocional pelo qual elas passam. Em relação à auto-aplicação infantil, o estímulo é extremamente importante, mas é preciso iniciá-lo no momento certo a fim de facilitar o aprendizado e a adesão ao tratamento.

Julianne Campos

Seringas e Agulhas


A aplicação exige a utilização de seringas específicas a fim de que a precisão da dose de insulina seja garantida. Além disso, a ponta da agulha deve formar um ângulo de 90 graus na região e estar exatamente no tecido subcutâneo. Se a agulha for muito curta, a insulina será aplicada apenas nas camadas superficiais da pele (injeção intradérmica). Mas, se for muito comprida, poderá alcançar tecidos mais profundos. Entre os vários tipos de agulhas e seringas existentes no mercado, a escolha é feita conforme o índice de massa corporal (IMC) do paciente. Agulhas menores que 8mm são indicadas às pessoas com IMC menor ou igual a 25; as maiores, àquelas com índice superior a 25. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que a seringa seja descartável e de uso único. O reaproveitamento danifica as agulhas podendo causar dor durante a aplicação. Além disso, pode ocorrer também infecção no local, o que interfere diretamente no controle da glicemia.

Julianne Campos

Principais áreas de aplicção das injeções de insulina

É preciso que a insulina seja aplicada em lugares apropriados para que ela tenha os efeitos terapêuticos desejados. O local mais apropriado para a aplicação é o tecido subcutâneo porque nele existe uma grande quantidade de redes de vasos capilares venosos, arteriais e linfáticos, permitindo uma lenta absorção e garantindo resultados glicêmicos bons. As principais áreas de aplicação são: glúteos, que tem absorção mais lenta; face externa de coxas e braços, que tem absorção intermediária; e abdômen, que tem absorção mais rápida. Importante: deve-se evitar aplicar no antebraço e nas regiões genitais e gástricas.A atual terapia insulínica prevê uma média diária entre cinco e sete aplicações. É fundamental mudar o lugar das injeções. A reaplicação em uma mesma área deve ser feita somente após vários dias. Dessa forma, previnem-se possíveis atrofias musculares ou fibroses, que podem diminuir a absorção.

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Julianne Campos